O arroz na «gastronomia» do dia

Nenhum outro alimento tem, como o arroz, a capacidade de absorver os sabores a aromas de outros alimentos, especiarias e ervas aromáticas a que se associa e alguns detentores de boas proteínas, como o feijão, não o dispensam como preciosa ajuda para facilitar a assimilação. Na cozinha, é um verdadeiro poço sem fundo para a imaginação! É barato e rende…Depois de cozinhado, mesmo só com água, adquire três vezes o seu volume.

Portugal pode gabar-se de produzir com grande qualidade um tipo de arroz, o carolino, que corresponde a todas as exigências das suas melhores receitas tradicionais. Alguém põe em duvida a excelência do nosso arroz de marisco, meio-malandro, podendo na sua boca contar-se os grãos mas ligados, como que por milagre, por um suave e delicioso molho! E o arroz de forno, soltinho, à moda do Norte, companheiro de vitelas e cabritos assados! Só o arroz carolino, o nosso, é capaz de tais proezas. Mas há que saber prepará-lo. O arroz é um alimento que exige disciplina no trato: gordura e liquido têm que estar de acordo com o seu volume para resultados perfeitos. Resultados perfeitos em todos os pratos de arroz, quer se trate do prato principal da refeição, quer como discreto, mas indispensável, acompanhamento.

Neste «caderninho» expomos da forma mais simples e clara de que fomos capazes, a história, a qualidade e o modo de cozinhar do arroz carolino, o nosso, o arroz de que sempre gostamos nos pratos tradicionais mas do que melhor do que nenhum outro é também capaz de se adaptar às novas tendências culinárias.

Na esperança de que em cada página vá encontrar no arroz carolino um amigo, que apesar de velho, é ainda capaz de surpreender, considere-me muito afetuosamente ao seu lado.

Maria de Lourdes Modesto

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *